Suco com Letras – Maio 2016

O Suco com Letras acontece mensalmente, no horário de reunião do PET Educação Física, como uma forma de incentivar os petianos a uma leitura mensal que possa ser apresentada, tanto em uma breve apresentação oral na reunião como com a escrita de um resumo sobre o tema abordado, tendo um estímulo a treinar a maneira de escrever aquilo que se tem claro na fala.

Dessa forma, seguem os resumos do último Suco Com Letras!

RESUMOS:

Ricardo Guerra

HERRIGEL, EUGEN. A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen. São Paulo: PENSAMENTO, 14º Ed., 1995.91p.

Sobre o autor:

EugenHerrigel (1884-1955) foi um professor alemão de filosofia, com um interesse especial em misticismo. Foi um dos responsáveis por introduzir e popularizar o pensamento zen budista no ocidente. De 1924 a 1929 ensinou filosofia no Japão. Interessado no pensamento oriental começou a estudar Kyudo (arte do arco e flecha). Em 1936, Herrigel escreveu um ensaio de 20 páginas sobre suas experiências e, em seguida, em 1948, expandiu o ensaio em um livro curto com 91 páginas de linguagem simples. O livro foi traduzido para o Inglês em 1953 e japonês em 1955.

Sobre a Obra:

Apesar do nome, este não é um livro de ficção. O livro é basicamente a história da experiência vivida pelo autor ao praticar o arqueirismo enquanto esteve no Japão.Durante os anos em que viveu no Japão como professor da Universidade de Tohoku, aprendeu a arte de atirar com o arco. Parece que a idéia central do livro é que através de anos de prática, uma atividade física torna-se fácil tanto mentalmente e fisicamente, como se o corpo executa movimentos complexos e difíceis, sem o controle consciente da mente.

Independente de saber se o livro é um retrato exato do zen budismo ou a arte do arco e flecha tradicional japonês (kyudo), muitas das idéias do livro tornaram-se princípios fundamentais de como os ocidentais vêem zen budismo. Com a concentração apropriada, praticante e arco se fundem, quando se tornam um só, e somente aí, a flecha pode ser liberada. O importante é como esse tiro é feito e em que estado à mente se encontra quando a flecha é solta. É uma combinação de arte física e filosófica sob os princípios do zen budismo.

O arqueiro zen, difere do arqueiro tradicional que podemos ver nas olimpíadas por um simples motivo, seu objetivo não é meramente atingir o alvo, isso é visto como uma conseqüência. O real objetivo está em unir consciente e inconsciente com o arco; tal como a espada do samurai pode ser vista como extensão do braço do guerreiro, o arco e a flecha também são parte daquele que dispara a flecha, tornando o movimento algo natural, como caminhar.

A técnica Zen desafia a lógica ocidental que se prende ao pensamento lógico científico, aqui o que importa é o caminho até algo e não alcançar algo.O que nos muda é o caminho. A ideia de que você não entra duas vezes no mesmo rio, uma porque o rio não é mais o mesmo com a passagem de águas diferentes e outra que você não é mais a mesma pessoa de outrora.

É como se o livro nos mostrasse a utilização do arco para se alcançar a compreensão do Zen. Porém, na cultura da filosofia/religião zen budista há diversos modos de se alcançar a união do consciente com inconsciente, seja através de uma espada, de um arco e uma flecha, de uma dança, do manusear flores ou de uma postura de meditação.

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Felipe Ávila

A ciência no Brasil sobrevive? Prefiro acreditar que sim!

Estamos diante de uma era nebulosa frente aos futuros investimentos na área da educação. Após um enorme fomento e um “boom” em cursos e instituições, a crise política e a crise financeira que circunda nossa nação, afeta de maneira direta aquilo que deveria ser uma das  prioridades, o investimento na educação e na ciência. O cenário não é próspero, os cortes são reais e profundos. Bolsas e fomento estão em escassez.

Tendo feito um breve panorama nacional, a pergunta surge: é possível fazer ciência no Brasil? É possível desenvolver um estudo de qualidade nesta situação? As perguntas são retóricas (quem quiser fazer o exercício da resposta, sinta-se a vontade), mas recentemente pesquisadores brasileiros desenvolveram um estudo que, independente do qualis da publicação (Nature), responde algo de suma importância para a sociedade, e abre caminho para novas pesquisas. “A rede ZIKA”, rede responsável pelo estudo da doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, conseguiu demonstrar, de maneira causal, uma relação entre o ZIKA Vírus e a Microcefalia, a primeira forte evidência que corrobora com o que muito se suspeitava e temia, o aumento abrupto e preocupante do número de casos de microcefalia está sim relacionado ao Vírus ZIKA e ao mosquito, que a muito tempo, tem sido problema para a nossa sociedade.

O estudo foi dirigido pelo grupo do Prof Dr Jean Pierre do departamento de imunologia do Instituto de Ciências Biológicas da USP, o estudo foi realizado de maneira experimental, parte em camundongos e parte em “minicérebros” desenvolvidos em laboratório. Pontos interessantíssimos foram encontrados, o vírus é realmente capaz de gerar lesões no tecido nervoso (a afinidade é enorme), está relacionado a má formação fetal e a microcefalia… Porém, nem tudo foi ruim, os pesquisadores também observaram que o vírus respondia de maneira diferente em camundongos de linhagem diferentes, demonstrando que a genética do hospedeiro é fundamental para o combate ao vírus, o que pode, orientar futuras pesquisas. Vale ressaltar que outros estudos à cerca do ZIKA vírus foram e continuam sendo produzidos por essa rede de pesquisadores, e que o isolamento e encubação do vírus também surgiu de um trabalho nacional.

O intuito da temática para o sulco não é discutir o artigo e as análises que foram feitas, o papper em PDF estará em anexo a este resumo para quem se interessar pela leitura e o link do vídeo da entrevista do professor Jean. O intuito é de discutir a temática do sucateamento da ciência, discutir novas informações e reiterar a importância do combate a proliferação deste mosquito.

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Gustavo Marques de Azevedo

Aonde está o seu “coração”?

Reflexão com o texto da Música:

“Era um garoto que como eu” – Engenheiros do Hawaii

Link para a música: https://www.youtube.com/watch?v=7sJtlnjFnp0

– Escrita pelo Empresário Brancato Jr, originalmente em italiano (empresário da banda “Os incríveis” na época)

– Gravada em 1967 pela banda “Os Incríveis”

 – Regravada em 1990 pela banda “Engenheiros do Hawaii”

A música retrata um jovem que amava tocar guitarra, mas teve seu futuro como músico destruído pela convocação para a guerra do Vietnã, o que destruiu então seus sonhos, alegrias, prazeres e planos.

Não estamos em guerra, porém o mundo competitivo atual nos força a tomar escolhas que as vezes não nos representam…

Até onde essa adaptação nos permite ser felizes?

Até onde escolhemos com o “coração”?

Até onde estamos realmente tomamos atitudes que realmente queríamos?

Até onde estamos vivendo nossos sonhos?

Até onde nossa essência está de fato sendo vivida?

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Giovanni Soares

Documentário “Iverson” – Suco com Letras 16/05/2016

Giovanni Soares Lopes Moraes

O documentário é uma biografia do ex-jogador da NBA Allen Iverson, Hall da Fama do basquete e considerado um dos maiores armadores da história do esporte. A história é contada desde a infância do jogador mostrando a origem humilde as dificuldades que ele passou e principalmente mostra as problemáticas de preconceito e estereótipos.

No documentário se mostra os principais casos do polêmico jogador, mas dessa vez com a versão do mesmo e não da mídia. O primeiro caso acontece ainda na adolescência de Allen, onde cotado para ser escolhido por uma universidade, se envolve em uma briga com um grupo racista e recebe uma pena junto a seus amigos de 5 anos, quando o sonho da NBA ficava cada vez mais próximo.

Após cumprir um período da pena e ser liberado, Iverson volta ao basquete onde se destaca mais uma vez e é chamado para jogas na faculdade de Georgetown e posteriormente é draftado como a primeira escolha do Draft de 1996.

Allen faz jus ao título de primeira escolha e faz excelentes temporadas, porém, suas atitudes fora de quadra são motivo de polêmicas e matérias de jornal. As tranças no cabelo e a vestimenta começam a ser questionadas pela NBA, que diz que isso influenciaria as crianças que assistem os jogos.

É nessa parte que entra a minha principal reflexão sobre o filme: vítima de racismo durante a adolescência, Iverson é preso injustamente, passando um tempo na prisão e sofrendo racismo nela mesmo, após isso, adota um estilo de  “gangster” como estereótipo do alto escalão dos dirigentes das franquias e é criticas do por seu comportamento, havendo até mesmo uma mudança no regulamento que previa que os jogadores a partir daquele momento deveriam se apresentar aos jogos de terno e gravata.

Isso mostra o quanto a vida pública de um atleta, ou qualquer pessoa que tenha a vida exposta por algum veículo de comunicação, pode ser simplesmente julgada pelo estereótipo e adequada aos padrões das organizações. O comportamento de Allen, pode ter prejudicado muito a sua carreira, porém é possível que as polemicas criadas pela mídia pode ter mudado muito a forma como os fãs viram Allen.

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Renata Ferracioli

Filme: O aluno (2010)

O filme se passa na África e conta a história de um senhor de mais de oitenta anos que luta pelo direito á educação. Quando era mais novo, a África e a Inglaterra estavam em guerra, e a sua tribo fez um pacto de lealdade jurando que nunca se renderia aos britânicos. Por causa desse juramento, perdeu esposa e filhos e foi torturado durante muitos anos. Ao passar dos anos, vivia sozinho cuidando de sua criação de cabras e horta, até que o governo anunciou que haveria escola á toda população. Então se iniciou uma saga para que Maruge (o personagem principal) conseguisse estudar na escola primária. Com muita luta desafiando preconceitos e autoridades, mostrou-se ser um aluno exemplar e ganhou o direito de frequentar as aulas.

Esta história é baseada em fatos reais, e Maruge ficou conhecido em vários países pela sua vontade e pela insistência em ler uma carta própria que havia recebido, já que o caso de um senhor de mais de oitenta anos frequentar a escola primária (esta ainda sem saneamento básico, eletricidade) repercutiu não somente na própria cidade e nas vizinhas (Quênia e Nairóbi), mas até nos Estados Unidos.

Este filme se enquadra na categoria drama, e recomendo que assistam, pois mais que um caso de superação, nos mostra uma lição de vida.

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Marco Aurélio Alves

Livro: Biografia de Carlos Gracie

Autora: Reila Gracie

O livro conta a história de vida de Carlos Gracie, criador do “Brazilian Jiu Jitsu”, uma modalidade reinventada pelo mesmo, baseada em sistemas de alavanca, chave de braço forçando as articulações, raspagens aproveitando o peso e a força do próprio oponente.

Gastão Gracie, pai de Carlos e de mais 4 filhos homens: Osvaldo, Hélio, Gastão e George, era um homem de negócios que não tinha muito controle de suas finanças, fazendo com que a mudança de cidade e de ramo de trabalho se tornasse muito constante, obrigando a família a se mudar de cidade em períodos muito curtos de tempo. Vendo uma oportunidade boa de trabalho em Belém do Pará, que tinha o segundo maior porto da década de 20, tornou-se alvo de imigrantes e migrantes. Ao se mudar para Belém, Carlos tinha aproximadamente 14 anos, e sempre foi uma criança muito rebelde, o que causava estranheza na população, que era muito conservadora na época.

O pai não se conformava com a rebeldia de Carlos, e quando assumiu um Circo em Belém do Pará, onde promovia espetáculos de luta entre lutadores brasileiros e lutadores estrangeiros, principalmente do Japão que vinham para o Brasil ganhar a vida lutando, acabou conhecendo Conde Koma, japonês com um alto nível de Jiu Jitsu, treinado por Jigoro kano, um dos maiores mestres do Japão. Conde Koma muito grato pelos favores que Gastão havia lhe prestado, resolveu ensinar o Jiu Jitsu japonês para seu filho mais velho, Carlos. Em menos de um ano, Carlos com sua grande dedicação, aprendeu todas as técnicas com muito afinco, e todos perceberam a mudança de personalidade depois que começou a praticar a modalidade. Depois de algum tempo, Conde Koma fez uma viagem muito longa para o Japão, mas mal sabia que havia plantado no coração de Carlos Gracie um sonho, viver do Jiu Jitsu, não só ele, mas toda sua família.

Carlos acreditou no sonho, correu atras dos seus objetivos, ensinou a arte suave para os seus quatro irmãos mais novos, criando uma filosofia de vida, mais que isso, uma dinastia que dura até os tempos de hoje. Graças ao guerreiro Carlos Gracie, hoje toda sua família usufrui do que ele iniciou a mais de 80 anos atras, possuindo a maior rede de academias de Jiu Jitsu do mundo, e os maiores campeões de Jiu Jitsu da atualidade.

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Iara Marqui

Sherlock Acadêmico (Relação entre a série Sherlock Holmes e o livro Pistas de um método cartográfico)

Como assistir uma série pode ajudar, na prática, a área acadêmica? Processos, pistas… Buscar algo, sem saber o que de fato se está procurando. Apenas acompanha-se o que acontece, procurando detalhes que formem uma rede de informações, saberes, experiências.

Assistindo à série Sherlock Holmes, pude perceber o quanto é necessário o olhar a cada detalhe que poderia passar imperceptível por um pesquisador que opta por utilizar o método cartográfico. Este, que tem por finalidade acompanhar processos, é um método que não busca comprovar exatamente uma hipótese, trazendo como objetivo as experimentações que se tem ao decorrer da pesquisa, tanto em relação as tranformações dos pesquisados como do próprio pesquisador.

E o quanto se passa sem ser notado! Sherlock tem a capacidade de não deixar passar aquilo a que se chama de comum, que é o mais banalizado e despercebido hoje em dia, e o que poderia ser a chave para várias soluções.

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Tiago Neves

Livro: O Alienista

Autor: Machado de Assis

Este livro traz a história de um médico renomado na Europa chamado Simão Bacamarte, e que volta ao Brasil para exercer mais a fundo sua profissão. Ele aqui conheceu sua esposa a D. Evarista e a priore estudava a anatomia, mas posteriormente quis estudar a mente do ser humano. Seu engajamento era tanto que através de acordos na câmara de vereadores da cidade conseguiu a licença para erguer um local para abrigar os pacientes, este local era a casa Verde.

O médico logo ficou fissurado por aquilo e a cada mais gente era posta lá na casa verde. OK, que no inicio realmente pessoas com algum distúrbio psicológico eram os pacientes, mas ao decorrer do tempo o médico passou a encontrar desvios em pessoas que a sociedade via e realmente eram plenos de sua consciência. Isto fez com que as pessoas da cidade começassem a se revoltar contra sua postura e já queriam o fechamento do hospício.

Ocorre então à revolta dos canjicas, que possuiu um forte resultado com muitas mortes e feridos, que até mesmo a guarda que estava a impedir a revolta se voltou a favor. Houve uma reviravolta nisso tudo e o médico Bacamarte conseguiu ampliar seus poderes e mais pessoas adentravam a casa verde, inclusive sua esposa, após indecisões ao decorrer de uma noite sobre qual vestido usar numa festa, o medico decide interna-la.

Tempos após, ele decide soltar todos os loucos e propôs novas teorias, no qual partir de então “quem andava na linha” e não eram muitos, eram os problemáticos. Só que novamente o médico muda sua teoria e solta os loucos, e que ninguém naquela cidade tinha seu psicológico acometido por distúrbios, e o próprio médico o via como o único em sã consciência e isto não era normal pra ele, o que o leva a trancar-se sozinho na casa Verde onde depois de um ano e sete meses morreria.

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Rafael Koga

Vaidade Intelectual

Suscitado pela pergunta feita no último processo seletivo para o PET-EF sobre citar uma qualidade e um defeito próprio, comecei a pensar sobre esta situação e a minha própria.

Um apontamento feito no mesmo diaé a pluralidade das características, ou seja, um mesmo atributo pode tanto ser umqualidade quanto um defeito. Logo, a exploração ganha profundidade, o que, novamente, pode tanto ser uma qualidade quanto um defeito.Passando a análise para a minha própria situação, remete-se aoaspecto acima e o ponto de todo este texto: analisar detalhadamente. Umoverthinker, overanalizer, eu analiso e ruminode forma exagerada algumas coisas, que não necessariamente levam à um conhecimento verdadeiro.

Seguindo esta característica, sou intelectualmente vaidoso – um conceito autológico (Diz-se do adjetivo que expressa uma qualidade que se encontra em si mesmo. Pronunciável, descritivo, repetível, traduzível, finito são palavras autológicas, como também palavra e autológico!), criado por mim que explicita-se nesse parágrafo: usar palavras rebuscadas, conceitos incomuns, atribuir a mim mesmo a criação de algo… Enfim, esta sofisticação intelectual por vezes distancia. E essa vaidade intelectual não aparece somente desta forma.

Outros momentos que caem nesta categoria e que sou culpado de fazer: não assumir erros facilmente, utilizando-se de falácias para ludibriar e desviar apontamentos; pensar que minhas explicações são melhores do que as dos outros, tomando afrente de alguma explicação antes de qualquer outra pessoa ou mesmo reexplicar algo que, por vezes, jáestá suficientemente esclarecido. Exemplos recentes disso envolvem os trabalhos enviados para oCongresso Unifesp desse ano e do ano passado, Gincana de Integração,IntegraPET – Jogo e vários momentos de reuniões do PET.

Ainda voltarei para essa empreitada, esperando colocações de quem puder colaborar nisso (ou mesmo já colaborou), mas quero incluir o texto previsto e prometido para esta edição do Suco com Letras (SCL) e acho que já estou falando por muito tempo…

Vida Corrida

Meu sentimento em relação à corrida é volátil: gosto quando está gostoso, mas odeio quando é doloroso. O problema é que até hoje lembro de umas 2 ou 3 corridas gostosas mesmo. O que me segura são os resultados, tanto pela minha modesta aptidão, quanto pela evolução dos números. Bater um PR (personalrecord – recorde pessoal) é bem gratificante.

Tendo isto em vista e a mútua necessidade de incentivo para praticar exercício, eu e algumas amizades próximas criamos um grupo no Whatsapp chamado Fit Friends, em que postaríamos os treinos feitos, o planejamento (ou não) por trás destes, dúvidas de exercícios, entre outros assuntos referentes à Educação Física.

Em um dado dia, acabei fazendo esta postagem no grupo. Ah, antes disso, um contextualização: moro no canal 6 com a Avenida Afonso Pena e estava com meu celular marcando o treino na braçadeira. Assim segue:

“Longão

Tinha pensado ontem em correr à 10km/h para ver a sensação, já que ando treinando somente em velocidades acima disso. Como teve Funcional de manhã e um sessão de corrida curta no dia anterior, 1h tava ótimo.

Comecei.

No 1°km, senti o baço, mas fora isso, tava 10. Até mesmo 11, já que era a velocidade rsrs. Cheguei na praia e o baço já tava tranquilo. Como estava sem preocupações, mudei a meta no caminho: Tentar uma meia-maratona (21k). E mais, abaixo de 2h. Esse é um dos números que busco na corrida.

Tá, vamos lá. Onde estou? Conselheiro Nébias? Caraca, ontem demorou tanto para o canal 4 chegar e hoje já passei? Dále!

Para dar 21k, vou ter que ir até São Vicente, voltar e dar + uma voltinha por aí. Legal, tava com isso em mente para algum dia, subir o morro e tals, sussa!

Vamos, passei AC e o pace em 5’30” (11km/h em termos de corredores. Mantendo isso, tempo final de 1h54min). Como é, pé?! Os dedos estão doendo? Esquentar a sola é de praxe, mas os 3 dedos do meio? Tá tirando…

Vai, passou a Royal, ali no canal 1. Distância: 6k? Tá, vamos mudar o plano: 15k em 1h30. Bom também, estilo São Silvestre. Mas agora vou ter que ver qualé dos dedos. Nada superficial, tá touchscreen: sensível ao toque. Parece que vai formar bolha, já senti isso antes. Vai, vou virar aqui no Patins e ver no que dá. Mais uma parada para arrumar a meia curta, que, para proteger do tênis, tenho que puxar, ficando arreganhada e apertando os dedos novamente.

Vai, vamos fechar os 10k iniciais em 1h. Menos de 2k e ainda 15′ para fazer a nova antiga meta. Falando nisso, lembrei que a primeira vez que saí para correr aqui em Santos foi para fazer essa distância nesse tempo. Já faz 3 anos…

Vish, não vai dar, não. Meus dedos estão doendo muito. Hoje é treino, não prova. Vou parar aqui na AC. Agora essa andada para casa vai demorar… É, vou exercitar outra coisa: a escrita.”

Bom, como podem ver, ainda tenho muito a melhorar: minha periodização, minha meia (maratona e a do pé mesmo), minha escrita e por aí vai…

Entretanto, o que tenho ao meu favor é o tempo e a vontade discreta de querer fazer. Estas duas coisas interligam-se fortemente para a maioria das pessoas que conheço. Claro que não para todas as pessoas, que é outra preocupação que temos que ter em vista: o acesso efetivo para a escolha das pessoas.

Voltando ao ponto: sua vida anda tão corrida assim que não consegue arranjar um tempo para uma corrida? Este é um questionamento que nós, enfincados na Educação Física, não podemos perder de vista. Foi uma das discussões que suscitou o Fit Friends: misturar o conhecimento adquirido na grade e grades da Unifesp e nossa experiência no cotidiano pessoal e profissional.

Há inúmeros desencadeamentos a partir deste contexto, mas é sempre necessário Sonder: o entendimento de que cada pessoa tem uma vida tão complexa e vívida quanto a sua. Nesse tom, ao analisar profundamente nosso próprio envolvimento com exercício físico, podemos perceber algumas nuances, reais, inventadas ou escondidas, para sermos como somos ou mesmo as desculpas para isso, e esta percepção sensível deve ser ampliada e adaptada para nossa atuação profissional.

Para finalizar, percebo que, apesar de uma recorrente vaidade intelectual e das correrias corriqueiras, eu vivo Educação Física, eu vivo Palavras. O Suco com Letras permite-me um espaço expressar isso.

PS: comecei este texto querendo juntar o meu texto “Longão” e este vídeo, que é um mini documentário em inglês mostrando a jornada de um Youtuber em busca de sua primeira maratona, com treinos ruins e outros nem tanto, as dificuldades na preparação e as melhorias ao longo desse período, terminando com a corrida em si, que retratam muito bem o que eu sinto durante uma corrida (e muitas outras pessoas. Quem sabe você também!).

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Luann Brasil Bauduin de Sousa

Filme: “Se Eu Ficar”

Mia era uma jovem de 17 anos que por muito tempo se sentiu excluída na vida. Sempre se sentiu uma estranha dentro da própria família. Enquanto seus pais, Dennye Kat, e seu pequeno irmão, Teddy, eram fãs de rock, Mia apaixonou-se pela música clássica.

Para piorar a situação, interessou-se pelo violoncelo, um dos instrumentos musicais mais solitários. Ela o tocava com todo o coração, incessantemente, como se tentasse buscar algo dentro de si que sentia falta, mas que não tinha a mínima ideia do que podia ser.

Até que um dia conheceu Adam, o guitarrista popular do colégio. Ele insistiu em sua aproximação, queria fazer Mia enxergar que gostava dela pelo o que ela era, e que os opostos podiam sim se atrair e dar certo.

Enquanto ela estava preocupada com a sua audição na famosa escola Julliard e seu namoro que ia mal das pernas, um acontecimento a tirou do prumo. Após sofrer um grave acidente de carro, a jovem perde a família e fica à beira da morte. Em coma, ela reflete sobre o passado e sobre o futuro que pode ter, caso sobreviva. Mia terá que decidir se fica, e segue adiante com uma vida cheia de marcas, ou se desiste de tudo que já conquistou e de um futuro que promete ser glorioso, profissionalmente.

Reflexão da Obra:

Me identifiquei muito com o filme, por trazer o medo das perdas como ponto chave. Eu, particularmente, penso muito em como será minha vida sem as pessoas que me guiam. E é exatamente o que ocorre no filme, onde ela pesa se conseguirá ou não seguir sua vida, sem sua família que faleceu no acidente. Talvez, seja um ponto que eu precise trabalhar mais, pois, algumas perdas me abalariam muito e eu não saberia lidar. Por morar longe de casa, isso me assombra muito, pois, tenho medo de não ter mais as pessoas que mais gosto e preciso de uma hora para outra e sem eu estar por perto. Por isso, acho que a grande mensagem que fica é que devemos valorizar cada coisa, cada pessoa que deseja o nosso melhor e sermos melhores também. Precisamos estar bem com tudo e com todos, para não nos arrependermos quando estas não estiverem mais conosco.

 

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